Sol e luz do dia
Duração do dia: quanto tempo permanece o Sol acima do horizonte?
Em poucas palavras
A duração do dia é o intervalo entre nascer e pôr do Sol. A latitude e a estação alteram a parte da trajetória solar acima do horizonte, devido à inclinação do eixo terrestre. O contraste sazonal aumenta para os polos e diminui perto do equador. O Apphemeride apresenta gratuitamente os horários que delimitam o dia na posição GPS atual.
Porque o eixo inclinado muda a duração
A Terra roda com o eixo inclinado cerca de 23,4° em relação à perpendicular ao seu plano orbital. Perto de junho, o hemisfério Norte está voltado para o Sol e os seus locais passam uma fração maior da rotação do lado iluminado. Em dezembro, essa fração diminui. O hemisfério Sul segue a situação oposta.
No céu, a mudança traduz-se na **declinação** solar. Às latitudes portuguesas, uma declinação positiva aumenta o arco diurno e uma negativa reduz-o. Esta frase depende do hemisfério: não deve ser repetida como se uma declinação positiva alongasse os dias em qualquer latitude.
Perto do equador, o horizonte divide os círculos solares em partes quase iguais, mantendo o dia perto de doze horas. Ao avançar para norte ou sul, a interseção torna-se mais oblíqua e o efeito sazonal cresce. Nas regiões polares, a trajetória pode ficar toda acima ou toda abaixo do horizonte.
As estações não resultam de a Terra ficar simplesmente mais perto do Sol no verão português. A distância orbital varia, mas a altura e o tempo de iluminação produzem o mecanismo principal do ciclo local.
O que entra na definição do intervalo
Latitude e declinação fornecem a geometria dominante. O bordo superior e a refração prolongam ainda a visibilidade em relação a um Sol pontual sem atmosfera. O dia convencional começa um pouco antes e acaba um pouco depois desse modelo mais simples.
A longitude desloca sobretudo os horários juntos na mesma referência civil. Comparar uma cidade mais ocidental com outra oriental pode mostrar um pôr mais tardio no relógio sem que essa diferença seja uma duração maior. Para estudar a duração sazonal, a comparação de latitudes é mais esclarecedora.
O fuso e a hora de verão também deslocam leituras sem criar luz. Em dias de mudança de hora, a diferença de instantes deve tratar corretamente os desvios civis, em vez de subtrair ingenuamente duas horas mostradas em convenções diferentes.
A altura de observação pode baixar um horizonte distante desimpedido e prolongar a presença do disco. Montanhas e prédios podem fazer o contrário. O intervalo teórico de um horizonte ideal e o tempo durante o qual o seu quintal recebe raios diretos não são a mesma grandeza.
Equinócio não significa exatamente doze horas visíveis
O equinócio define um instante da posição solar em relação ao equador celeste. O nome evoca igualdade entre dia e noite, mas não impõe doze horas exatas entre nascer e pôr segundo a convenção observacional.
O raio do disco faz o primeiro bordo aparecer antes de o centro atingir a referência e desaparecer depois. A refração reforça esse ganho. Nas latitudes médias, o dia convencional no equinócio fica, por isso, ligeiramente maior que doze horas.
O **equilux** é o dia em que a duração de dia e noite se aproxima da igualdade usando esses contactos. No Norte situa-se geralmente antes do equinócio de março e depois do de setembro. A latitude altera a data, que não é um instante mundial único como o equinócio.
Perto do equador, a duração mantém-se quase constante mas não é exatamente doze horas em todos os modelos de contacto. «Próxima de doze horas» é uma descrição mais rigorosa que uma igualdade permanente.
O ritmo de crescimento e diminuição
Os dias não ganham ou perdem sempre o mesmo número de minutos. A declinação varia devagar junto dos solstícios e mais depressa perto dos equinócios. O ganho de luz acelera depois do inverno, torna-se evidente na primavera e volta a abrandar perto de junho.
Em Portugal, o ritmo de março ou setembro muda também entre o norte e o sul. Uma quantidade fixa de minutos por dia para todo o país seria apenas uma aproximação grosseira. A diferença entre dias consecutivos deve ser lida para a latitude e a data reais.
Durante vários dias em torno de um solstício, a duração pode parecer quase estacionária. O nascer e o pôr no relógio podem ainda mudar por causa da equação do tempo. Não confunda estabilidade de duração com ausência total de deslocação dos horários.
Regras empíricas ajudam a memorizar o padrão anual, mas não substituem uma efeméride ao preparar uma saída ou fotografia. Um pequeno erro de minutos pode importar quando o motivo depende de um horizonte preciso.
Comparações úteis em Portugal e fora dele
Compare Bragança e Sagres: a latitude mais setentrional favorece dias mais longos em junho e mais curtos em dezembro, relativamente ao sul. A comparação deve separar as suas longitudes e os horizontes reais para interpretar os horários individuais.
Uma vista de Lisboa com ocaso tardio no relógio não prova que tenha o maior dia de todos os locais portugueses. Nas ilhas, latitude, longitude e fuso introduzem outras combinações. Os Açores não devem receber automaticamente uma leitura horária do continente.
Mais a norte da Europa, os contrastes tornam-se muito maiores e podem chegar ao dia e à noite polares. Mais perto do equador, a variação diminui. Na lusofonia do hemisfério Sul, junho e dezembro têm papéis sazonais invertidos. A explicação astronómica mantém-se, mas os rótulos de verão e inverno são locais.
A duração do dia não inclui todo o tempo em que existe claridade útil. O crepúsculo civil permite reconhecer a paisagem antes do nascer e depois do pôr. Pode haver, por isso, uma tarde luminosa prolongada depois de o intervalo de visibilidade do Sol já ter terminado.
A soma anual não é uma divisão exata de metade dos instantes do ano em todos os modelos. Raio solar, refração e geometria orbital introduzem diferenças. Também não representa as horas de insolação meteorológica, que dependem das nuvens, nem a luz direta num painel ou numa janela com obstáculos.
Planear uma atividade com a grandeza certa
Para caminhar, pode interessar o crepúsculo e o terreno. Para estudar uma sombra, interessam direção, altura e obstáculos. Para fotografar o bordo solar, os contactos e o horizonte são decisivos. A duração entre nascer e pôr responde apenas a uma destas perguntas.
Num passeio em Monsaraz ou no Alqueva, chegar antes do fim da claridade facilita reconhecer o caminho. Numa serra, o desaparecimento atrás de uma crista pode ocorrer muito antes do pôr ideal. Use uma margem e confirme as condições locais em vez de tratar a efeméride como uma garantia de iluminação do percurso.
Como o Apphemeride responde
Como o Apphemeride responde
A ficha do Sol apresenta nascer, culminação e ocaso para o local, com solução afinada por Newton-Raphson. A faixa de visibilidade de vinte e quatro horas em «Acompanhamento do horizonte» mostra qual a parte do período acima do horizonte. A duração e a tendência permitem acompanhar o crescimento ou a diminuição dos dias.
«Condições de iluminação» acrescenta as fases crepusculares. Os dados de base do Sol são gratuitos no GPS atual. A versão completa permite viajar para outra data, escolher manualmente um local e introduzir altura de observação para o modelo de depressão do horizonte. Conheça as fichas dos astros.
Perguntas frequentes
Quando é o dia mais longo?
Em Portugal, perto do solstício de junho, geralmente em torno de 20 ou 21 de junho. O mais curto fica perto do solstício de dezembro. No hemisfério Sul, os papéis sazonais invertem-se.
Quantos minutos se ganham na primavera?
Depende da data e latitude. O ganho acelera perto de março e abranda junto dos solstícios. Para uma comparação rigorosa entre Bragança e Sagres ou outra região, use os horários de cada local em vez de uma média nacional.
O equinócio dá doze horas exatas de dia?
Não segundo os contactos convencionais. O raio solar e a refração prolongam a presença do disco. O equilux, próximo mas distinto, depende da latitude e das convenções de nascer e pôr.
Onde os dias são sempre próximos de doze horas?
Perto do equador, onde o horizonte divide quase igualmente os círculos solares. A duração ainda tem pequenas diferenças e o suplemento dos contactos aparentes. Não é uma igualdade perfeita e imutável em todos os dias.
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Funcionalidades
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