Sol e luz do dia
A que horas nasce e se põe o Sol? Compreender os horários locais
Em poucas palavras
O nascer e o pôr do Sol convencionais correspondem ao contacto do bordo superior aparente com um horizonte ideal desimpedido. A atmosfera eleva a imagem, permitindo ver o disco quando ainda está geometricamente abaixo do horizonte. Latitude, longitude, data e fuso determinam o horário apresentado. O Apphemeride fornece gratuitamente os instantes e as direções para a posição GPS atual.
O que significa exatamente nascer do Sol?
Na experiência quotidiana, o Sol nasce quando surge o primeiro bordo luminoso. Para calcular esse momento é necessário definir o horizonte e a parte do disco usada no contacto. A convenção habitual usa o bordo superior, não o centro, e um horizonte ideal sem montanhas, árvores ou edifícios.
O disco tem um raio aparente próximo de dezasseis minutos de arco. Quando o bordo superior toca a linha, o centro já está abaixo. Acresce a **refração atmosférica**, que curva a luz e levanta a imagem em cerca de trinta e quatro minutos de arco junto do horizonte numa atmosfera padrão.
A soma conduz a uma altura geométrica do centro próxima de −0,833° no nascer ou no pôr convencionais. Trata-se de uma referência amplamente usada em efemérides. Não descreve uma atmosfera exata para cada manhã nem inclui automaticamente todos os obstáculos da paisagem.
Por isso, o contacto calculado e o primeiro raio entre dois prédios são respostas a perguntas diferentes. O primeiro usa um modelo astronómico; o segundo inclui o relevo ou a arquitetura da direção observada.
Os parâmetros que mudam a hora
A latitude define como a trajetória diária corta o horizonte. Quanto mais longe do equador, maior tende a ser a diferença sazonal entre a duração do dia em junho e dezembro.
A data determina a declinação solar, que varia entre aproximadamente +23,4° e −23,4°. Essa mudança desloca a trajetória para norte ou para sul e altera a porção acima do horizonte.
A longitude desloca os eventos relativamente à mesma hora civil. Um grau corresponde a quatro minutos de tempo solar. Para comparar um local mais oriental com outro mais ocidental em Portugal é preciso separar este efeito das diferenças de latitude: Bragança e Lisboa, por exemplo, não diferem apenas numa coordenada.
O fuso e a hora de verão mudam a leitura do relógio, sem alterar o acontecimento no céu. O continente e a Madeira não devem ser confundidos com os Açores numa única hora local. Se preparar uma viagem, selecione o destino e interprete a data com o fuso correto.
A equação do tempo acrescenta a variação anual entre tempo solar verdadeiro e médio. O meio-dia solar pode adiantar-se ou atrasar-se cerca de um quarto de hora relativamente à referência média, além do efeito da longitude. Não é, por isso, correto esperar sempre uma simetria em torno das 12 h civis.
O arco diurno e as estações
A rotação terrestre faz o Sol descrever uma trajetória aparente no céu. A parte acima do horizonte é o arco diurno. Numa aproximação simples, nascer e pôr enquadram simetricamente a culminação superior, que define o meio-dia solar verdadeiro.
No hemisfério Norte, a declinação positiva de junho aumenta a porção do círculo acima do horizonte; em dezembro a porção diminui. No hemisfério Sul a relação sazonal inverte-se. Perto do equador, os dias permanecem próximos de doze horas; perto dos polos a variação torna-se muito maior.
Em Portugal, o Sol culmina para sul, pois o país fica a norte do trópico do hemisfério Norte. Esta direção não é universal: entre os trópicos pode culminar de um lado ou do outro do zénite, e em latitudes austrais pode culminar para norte. Um hábito local deve ser revisto ao preparar observações noutra região do mundo.
A declinação também muda ligeiramente durante um só dia. Um cálculo preciso afina, portanto, o instante em que a altura atinge o critério adotado, em vez de tratar todos os parâmetros como constantes perfeitas de uma manhã à outra.
Porque o seu horizonte pode dar outra impressão
A refração padrão é uma aproximação. Pressão, temperatura e camadas de ar junto do horizonte alteram o desvio. Sobre o Atlântico, uma inversão térmica pode modificar o disco e o momento visível. Um horário com muitos algarismos não elimina esta variabilidade física.
Em Lisboa, uma fachada pode esconder o Sol ainda acima do horizonte ideal. Na serra da Estrela, uma crista próxima pode atrasar o primeiro raio. Perto de uma costa aberta, uma direção marítima aproxima-se mais do horizonte usado no modelo, mas nuvens e neblina continuam relevantes.
A altura do observador pode baixar o horizonte distante de uma superfície livre: é a depressão do horizonte. Um ponto elevado sobre o mar pode ver o disco durante mais tempo que um observador mais baixo. O efeito depende da altura e da trajetória solar, não de um acréscimo fixo de minutos para todos os locais.
Este abaixamento geométrico não representa automaticamente o perfil de uma cadeia montanhosa. Uma pessoa num vale alto pode ver o Sol mais tarde que alguém numa planície baixa, se a serra tapar a direção de nascer. Compare sempre o horizonte real.
Planear uma fotografia ou uma observação
O nascer marca convencionalmente o fim do crepúsculo civil matutino. Há, portanto, luz e cor antes de surgir o bordo. Para fotografar, chegue com margem e acompanhe também as mudanças após o pôr do Sol.
Em Portugal, o nascer desloca-se geralmente para nordeste perto de junho e para sudeste perto de dezembro; junto dos equinócios aproxima-se do este. O ocaso muda de forma correspondente. Um alinhamento sobre Monsaraz ou uma vista de Lisboa a partir de Santa Luzia não se repete com o mesmo enquadramento em qualquer mês.
O pôr mais cedo não coincide exatamente com o dia mais curto. A equação do tempo desloca o meio-dia enquanto a duração do dia muda devagar perto do solstício. O mínimo do ocaso costuma anteceder o solstício de dezembro e o nascer mais tardio segui-lo. As datas exatas dependem da latitude e não devem ser importadas de outra cidade.
Nunca olhe diretamente para o Sol sem proteção apropriada, mesmo quando parece fraco junto do horizonte. Binóculos, telescópios e visores óticos concentram luz e exigem equipamentos solares adequados antes da ótica que a concentra.
Como o Apphemeride responde
Como o Apphemeride responde
Selecione o Sol e abra a ficha. Os dados de nascer, culminação e ocaso apresentam os horários com azimutes, indicando tanto o instante como a direção. O cálculo segue os algoritmos de Jean Meeus e afina a solução com Newton-Raphson.
«Acompanhamento do horizonte» representa a altura ao longo do dia, e «Condições de iluminação» acrescenta as fases crepusculares. As peças de informação de nascer, ocaso e culminação permitem manter os valores acessíveis.
Os dados solares de base, como os lunares, são gratuitos no GPS atual. A viagem no tempo, o local escolhido manualmente e a altura do observador para a depressão do horizonte pertencem à versão completa. As manchas solares recentes são também uma função da versão completa e necessitam de Internet. Conheça as fichas dos astros.
Perguntas frequentes
A que horas se põe hoje o Sol?
Depende do lugar, da data e do fuso. Uma hora do continente não serve automaticamente para as ilhas, e locais com latitude ou longitude diferentes apresentam outros horários. Consulte a ficha do Sol para as coordenadas escolhidas.
Porque não há sempre doze horas entre nascer e pôr?
A duração do dia varia com latitude e estação. Mesmo nos equinócios, raio solar e refração prolongam a visibilidade. O ponto médio situa-se perto do meio-dia solar verdadeiro, não necessariamente das 12 h do relógio.
Qual é a diferença entre nascer e alvorada?
A alvorada é a transição luminosa anterior. As fases astronómica, náutica e civil acompanham a subida solar abaixo do horizonte. O crepúsculo civil da manhã termina no nascer convencional, não quando o centro solar atinge zero graus.
Porque o pôr mais cedo não é no solstício?
A equação do tempo desloca a posição temporal do meio-dia enquanto a duração do arco varia pouco. Os dois contactos podem deslocar-se juntos, separando os extremos de horário do extremo de duração do dia.
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